terça-feira, 14 de abril de 2015

Confira a Programação




O COMITÊ MARINGAENSE DA CAMPANHA PERMANENTE CONTRA OS AGROTÓXICOS E PELA VIDA CONVIDA PARA A JORNADA UNIVERSITÁRIA EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA.


A Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária da Universidade Estadual de Maringá tem o objetivo de promover a reflexão no ambiente acadêmico sobre a urgência da Reforma Agrária e denunciar a violência no campo. 
O Abril Vermelho, nome dado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra às suas atividades de ocupações e atos em prol da realização da reforma agrária ocorridas em todo o mês de abril, tem como objetivo lembrar um dos vários atos de violência sofridos pelos camponeses, mas principalmente do “Massacre de Eldorado dos Carajás”, ocorrido em 17 de abril de 1996, no Pará.  Pelo ocorrido, o dia passou a ser lembrado internacionalmente como o “Dia de Luta Camponesa” em homenagem a todos e todas que tombaram na luta pela terra e pela democracia no Brasil e no mundo!
Diante de tantas atrocidades cometidas contra os movimentos sociais no passado e atualmente, criminalizando suas lutas, negando seus direitos e ignorando suas reivindicações, a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária da UEM, traz a memória e apoia a luta no campo por meio de diversas atividades realizadas na Universidade e fora dela. A promoção se dá por diversos órgãos de pesquisa e extensão, assim como por entidades de base sindicais e estudantis e é parte da agenda da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Nesta sexta-feira, dia 17, próximo à cantina dos quiosques, em frente AO LAEE – Lab. de Arquitetura, Etnologia e Etno-História (TULHA), estará ocorrendo uma atividade cultural que homenageia os mortos no massacre de Eldorado. Também haverá exposição de documentários, fotos,  mesa de debates, místicas/apresentações artísticas, além de feira de produtos agroecológicos e da reforma agrária. Convidamos toda a comunidade acadêmica e pessoas interessadas no debate a participarem desta atividade.

Data: 17 de Abril de 2015

Hora: 09:00h

Local: No caminho da Biblioteca em direção ao Bloco G34 da UEM – em frente à Tulha!

09h: Abertura com Cerimonial da UEM. Autoridades e Convidados.

09h30m: Mística de Abertura – Escola Milton Santos do MST e Abaecatu.

09h50m: Vídeo Documentário Massacre de Eldorado de Carajás e Reforma Agrária

10h20: Mesa de Debates;
·       MST do Paraná – 15m
·       Outros – 5m cada! Máximo de 5 intervenções!
·       Abertura debate – 5 intervenções de 3m.

11h30m: Apresentação do grupo Maracatu Ingazeiro e anúncio da restauração dos Totens com a Presença do Artista Autor Jorge Pedro (junto aos mesmos) fora da Tenda!

12h00m: Intervalo Almoço.

14:00h: Cine Reforma Agrária: Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida Maringá – Documentário: O Veneno Está na Mesa II.
(completar programação)

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A Jornada Universitária terá sequencia dos dias:
29/04 às 19h30, campus de Cianorte: "Educação do Campo e Reforma Agrária". Convidados: prof. Dr. Fernando Martins (UNIOESTE-Foz do Iguaçu), reprsentante da Direção Estadual do MST/PR

30/04 às 19h30 - auditório do Bloco I-12: O campo da Educação do Campo". Convidado: prof. Dr. Fernando Martins (UNIOESTE-Foz do Iguaçu)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sobre a Campanha

A Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida tem o objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e a partir daí tomar medidas para frear seu uso no Brasil.
Hoje já existem provas concretas dos males causados pelos agrotóxicos tanto para quem o utiliza na plantação, quanto para quem o consome em alimentos contaminados. Ao mesmo tempo, milhares de agricultores pelo Brasil já adotam a agroecologia e produzem alimentos saudáveis com produtividade suficiente para alimentar a população.
A Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida luta por um outro modelo de desenvolvimento agrário. Por uma agricultura que valoriza a agroecologia ao invés dos agrotóxicos e transgênicos, que acredita no campesinato e não no agronegócio, que considera a vida mais importante do que o lucro das empresas.
Os Agrotóxicos no Brasil
O Brasil é o líder do ranking mundial de consumo de agrotóxicos. O uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, adotada desde a década de 1960. Com o avanço do agronegócio, cresce um modelo de produção que concentra a terra e utiliza altas quantidades de venenos para garantir a produção em escala industrial. O campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, no entanto de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos (adubos, sementes melhoradas e venenos). Assim, mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras somente em 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram comercializados mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado está concentrado em apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf. Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza.
Os ingredientes ativos presentes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde. O uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transformando em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
A Campanha é um esforço coletivo, assumido por um conjunto de organizações e pessoas, que visa combater a utilização de agrotóxicos e a ação de suas empresas (produtoras e comercializadoras), explicitando as contradições geradas pelo modelo de produção imposto pelo agronegócio.
Objetivos da Campanha
• Construir um processo de conscientização na sociedade sobre a ameaça que representam os agrotóxicos, denunciando os seus efeitos degradantes à saúde (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores nas cidades) e ao meio ambiente (contaminação dos solos e das águas)
• Fazer da campanha um espaço de construção de unidade entre ambientalistas, camponeses, trabalhadores urbanos, estudantes, consumidores e todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite ao meio ambiente;
• Denunciar e responsabilizar as empresas que produzem e comercializam agrotóxicos. Criar formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e outras iniciativas legais.
• Pautar na sociedade a necessidade de mudança do atual modelo agrícola que produz comida envenenada para um modelo baseado na agricultura camponesa e agroecológica
As principais exigências da Campanha
• Exigir que o MDA e Banco Central determinem a que seja proibido a utilização dos Créditos oriundos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF para a aquisição de agrotóxicos, incentivando a aquisição/utilização de insumos orgânicos e a produção de alimentos saudáveis;
• Exigir da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – a reavaliação periódica de todos os agrotóxicos autorizados no país, além de aprofundar o processo de avaliação e fiscalização à contaminação de água para consumo público;
• Que os governos estaduais e assembleias legislativas proibam a pulverização aérea (feita pela aviação agricola) de agrotóxicos em seus estados;
• Que o Ministério da Saúde organize um novo padrão de registro, notificação e monitoramento no âmbito do Sistema Único de Saúde dos casos de contaminações, seja no manuseio de agrotóxico, seja na contaminaçãopor água, meio ambiente ou alimentos, orientando a todos profissionais de saúde para esses procedimentos;
• Que haja fiscalização para que se cumpra o código do consumidor e todos os produtos alimentícios tragam no rótulo se foi usado agrotóxico na produção, dando opção ao consumidor de optar por produtos saudáveis;
• Aumentar a fiscalização das condições de trabalho dos trabalhadores expostos aos agrotóxicos, desde a fabricação na indústria química até a utilização na lavoura e o manuseio no transporte;
• Exigir que o Ministério Público Estadual e Federal, e organismos de fiscalização do meio ambiente, fiscalizem com maior rigor  o uso de agrotóxicos e as contaminações decorrentes no meio ambiente, no lençol freático e nos cursos d’água.

Paulo Freire e MST - Somente pela luta teremos a Libertação


Canção sobre o Massacre de Eldorado dos Carajás


O Massacre de Eldorado de Carajás - Vídeo Documentário